quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desamor!

Tirei a lembrança viva de cima da cama, tirei o anel do dedo, tirei o último resquício físico de dentro da carteira. O que falta é tirar o que ficou na mente e no coração.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

prova de personalidade.

Dois pontos de hoje. Acho que minha cabeça está ficando no lugar, ou cada vez mais fora.
Me identifiquei muito com uma definição de chato passada na aula de filosofia de hoje. Chato, é aquele exigente em relação a tudo, aquele que pensa sobre as coisas.
Buscar entender mais o que acontece a volta e refletir sobre motivos e razões para cada atitude, de cada pessoa. Eu sei que isso parece bom, parece que soluciona, mas é superficial. O grande problema é que tem muita gente e muitas coisas se tornando mais fúteis, não fazendo sentido. Não que antes fosse úteis ou fizessem sentido, só que agora ficou mais claro, não sei mais não reagir com uma cara de desgosto a certas atitudes. Estou aprendendo a viver mais sozinha, comecei a negar passeios em grupo, mas não é sempre… Ainda sei o valor de um fim de tarde com chimarrão e boas companhias.
 Já fugi do assunto (os dois pontos de hoje), só queria comentar que achei uma definição para a personalidade que estou formando em mim. Queria falar mais, mas não tenho palavras, e não sei explicar.
O segundo ponto que queria comentar, é que vi a maior hipocrisia da história hoje e me senti mal. Chegou a ser irônico de tão hipócrita. Espero que não volte a acontecer, não quero presenciar de novo. 
Bom esse foi o meu relato de hoje, foi a minha experiência. Esse tipo de vivência, constrói nossa personalidade, modifica nosso pensamento, nos faz crescer. Parar para pensar sobre, me torna uma daquelas chatas que citei no texto, é uma prova de personalidade.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um bate-papo com uma antiga amizade!

(Enquanto falávamos sobre um texto, aqui do blog mesmo...)
Daniela Feijó diz (16:54)
saber se mais gente já se sentiu como eu me senti
acabou dando certo
e dá pra ver que aquele texto foi diferente... normalmente escrevo a sociedade e tal...
Marcelli S. Sauzem diz (16:56)
talvez seja  coisa de adolescente pensar assim, mas a vida é tão mais complexa do que os outros pintam por aí, principalmente na mídia
Daniela Feijó diz (16:57)
siiiiim
a galera não ouve o adolescente, pq é rebelde, quando na verdade, é quem mais vive os sentimentos.
quem mais sabe as sensações que a vida oferece.
Marcelli S. Sauzem diz (17:00)
mas acho que isso é algo mais da nossa geração, pq com certeza os velhos de hoje, nunca sentiram o que nós estamos sentindo, ou valorizariam mais isso
Daniela Feijó diz (17:03)
acho que cada geração, é muito difertente da anterior
e isso é bacana 
porque assim pode-se criar experiências diferenciadas
que facilitam e dificulcam o convivio, mas normalmente ajudam no relacionamento
cada um aprende com o outro
Daniela Feijó diz (17:04)
o foda são aqueles que não aceitam a opinião... jovens que não ouvem os mais velhos e mais velhos que não ouvem os jovens
Marcelli S. Sauzem diz (17:05)
às vezes é difícil aceitar que a opinião que criamos sobre algo e mantemos por um bom tempo, pode ser questionada.
os mais velhos são terrivelmente cabeça dura
Marcelli S. Sauzem diz (17:06)
pq viveram muito tempo com um tipo de pensamento
Marcelli S. Sauzem diz (17:07)
e os jovens acham que podem mudar o mundo, inclusive as pessoas que já viveram 3 vezes mais anos do que eles
Daniela Feijó diz (17:07)
éé
na verdade é um debate que rolará por HORAS, devemos continuar isso no ao vivo, é melhor... não sei escrever tudo que eu penso:S
Daniela Feijó diz (17:08)
tava pensando, posso postar esse nosso papo, uma parte dele, no blog?
Marcelli S. Sauzem diz (17:10)
aí adultos querem criar cópias de si, e os jovens querem bater de frente e mudar os mais velhos.








Nada como uns minutos de conversa, com uma velha amiga, uma daquelas que vamos levar pra vida inteira sabe? Enfim, previ que no nosso próximo encontro, conversaremos por horas sobre o mundo. To contando os dias pra isso acontecer, provavelmente acabarei postando coisas por aqui também depois.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Repentina mudança.


Dormi e acordei diferente. Foi assim, foi hoje... Me joguei na cama só para matar o sono, acabei puxando o edredom e ficando por 40min. Acordei aos berros de um senhora cansada, que já não demonstra felicidade, me mandando ir no mercado. Levantei, contra vontade e fui. Coloquei meu rock selecionando com cuidado no volume máximo nos fones de ouvido.
Foi nessa ida até a esquina que me senti diferente, pessoas tornaram-se desconhecidas, uma ou outra me deu oi, eu não respondi. Tive que manter contato com algumas, numa espécie de obrigação em falar, fui educada. Senti olhares me julgando como se eu fosse diferente. E de fato sou, procuro a utilidade das coisas, procuro a verdade e crio planos paralelos no mundo da mentira. Já caí em tentação, já menti. Mas acredite, me senti outra pessoa qualquer, mais uma que mente e desmente, que brinca e joga com sentimentos dos outros humanos. 
Foi na hora que parei, comi meu pão de queijo sagrado, na esquina, naquela chuvinha, com aquelas músicas, que pensei: “o que será que cada pessoa que passa por mim está pensando?” não sei porque, mas comecei a imaginar, nessa breve ilusão vi pessoas boas, ruins, boas tentando ser ruins, e ruins se passando por boas. Voltei para minha casa, minha cama, meu mundo, peguei o computador e vim digitar. Não que faça algum sentido todas essas palavras, mas, assim como quando comecei o texto, me sinto diferente. Não vejo mais o brilho que via na minha própria família, muitas pessoas perderam a cor também. Não sei se é bom ou ruim, só sei que não vou mudar. Comecei a ver mais os sentimentos e agir sem eles, ou pelo menos tentar. Facilita. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

é uma guerra de sentimentos

O sim e o não. O talvez e a certeza. O querer e o poder. O poder e o não querer. O não poder e o querer. É aceitar e negar. É duvidar e acreditar. É viver e não viver, estar e não estar.
É isso, se isso é alguma coisa. Essa confusão toda é medo, é medo de ter e não ter. Não gosto de me sentir assim, mas não vejo mais saída, é aquela mesma história, tenho a razão me falando uma coisa, e o meu coração dizendo outra. Não vejo mais sentido em muitas coisas, mudei meu pensamento em relação ao mundo e as pessoas, isso é bom. Mas sofrer assim, não é bom. Não ver mais uma escapatória, deitar todo o dia e ficar mal, e lembrar, relembrar, como se fosse ontem. Tenho que parar com isso.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Somos o futuro da nação.

Essa quantidade de gente que morre todos os dias me apavora, me da medo... Onde estamos indo parar? A cada dia mais a violência aumenta, os crimes multiplicam-se, a droga anda pela mão de todos com uma facilidade incrível.
Não vejo mais crianças brincando na rua, fora das grades dos condomínios, não vejo mais jovens sentados no meio fio falando besteira ou projetando um futuro distante, nem mesmo pessoas de mais idade tomando chimarrão no banco da praça, contando velhas histórias. Quem já morou em cidade de interior sabe bem do que eu estou falando, são vidas que correm pelas bocas, palavras que contam exemplos, que ensinam, saem nos encontros de amigos, a qualquer horário, nas ruas....
Mas hoje, aqui na capital, já não se pode mais ver isso. A única coisa que se ouve, é o medo do assalto, do cara que vem subindo do outro lado da rua. Entrar todos os dias em um monte de concreto, cercado por grades e mais grades me metal, me aprisiona, é como estar numa cadeia, onde a diferença é poder ver o sol, e ter liberdade de sair.
Chega a ser estranho, o que mais se vê nas rodas de conversas hoje, não são histórias de grandes amores, de amizades.... São contos de assaltos, de tiroteios, arrastões, sequestros, mortes.... Somos nós, vítimas de um sistema que praticamente coloca o marginal na rua, que dá emprego, e não traz segurança dentro do ônibus.... Que oferece serviço, mas não dá educação...
Brasil, um país rico em beleza natural, em diversidade cultural, bonito por natureza, com um povo simpático, com carisma, onde que vamos parar? Quando é que alguém vai tomar uma atitude.... Será que quando NÓS, geração anos 90, subir no poder, ocupar os grandes palacetes, será que vamos conseguir mudar? No meu ponto de vista, a política é como um espelho, um povo que fura a fila do hospital e deixa o outro morrer, pede, clama, por um político desonesto. NÓS somos a política, nós somos os filhos da revolução, burgueses sem religião.